
Os membros das comissões de Direitos Humanos e de Política Criminal e Penitenciária da Ordem dos Advogados do Brasil do Espírito Santo (OAB-ES) pediram renúncia coletiva nessa terça-feira (22), em nota pública assinada por 17 advogados.
A decisão ocorreu após as comissões se posicionarem “em respeito à legalidade e às prerrogativas dos advogados, mesmo antes de ser publicada a notícia de que todo um escritório de advocacia, com dezenas de advogados não investigados, havia sido grampeado”, em referência à Operação Lava Jato. Segundo a nota pública, o texto, que havia sido publicado na página da Comissão de Política Criminal e Penitenciária, foi desautorizado e apagado após o Conselho se reunir e decidir apoiar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Diz a nota: “Infelizmente, a Ordem parece seguir rumos contrários àquilo que historicamente foi seu mister e alia-se a posições que propõem mais uma triste ruptura democrática em nosso país. Advogados que somos, manteremos nosso juramento de defender o Estado Democrático de Direito, o que não pode ser feito ao mesmo tempo em que integramos comissões da mesma Ordem que assume a presente postura institucional a favor da destituição de uma presidente eleita e é leniente com violações crassas às prerrogativas de todos os advogados”.
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