
Foram necessários dois anos e 300 testemunhas para que a Polícia Civil de São Paulo chegasse à conclusão que qualquer manifestante sabia: não existe qualquer conexão entre o Movimento Passe Livre (MPL) e os chamados black blocs, jovens mascarados que atacam principalmente agências bancárias e lojas de automóveis habitualmente depois da repressão policial.
O inquérito também não conseguiu individualizar os crimes, e por isso não pôde acusar ninguém. As investigações abarcaram os protestos ocorridos na capital paulista entre 2013 e 2014.
A maioria dos black blocs investigados não tinha qualquer linha ideológica ou se encontrava com o MPL, seja à luz do dia, seja às escondidas. Quem adere ao quebra-quebra costuma fazer por efeito “manada”, diz reportagem da Folha de S.Paulo, que teve acesso a alguns investigados.
Para as entidades de direitos humanos, o inquérito criminalizava o direito de manifestação, enquanto para parte da polícia é melhor deter os mascarados preventivamente para evitar a prática de crimes.
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