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Cansada das traições do marido, o empresário Hal, na pele de Alex Baldwin, Jasmine, vivida por Cate Blanchett, rompe seu casamento. Sem dinheiro, porque ele é preso e fica com os bens confiscados, ela não vê alternativa a não mudar-se de Nova York para São Francisco para viver em um modesto apartamento com a irmã Ginger (Sally Hawkins).
Jasmine, porém, está destruída emocionalmente e perdida. Ao chegar a São Francisco, mostra-se frágil a ponto de falar sozinha e, mesmo sem dinheiro, dar gorda gorjeta ao taxista para preservar o hábito refinado. Não perde nunca a pose de aristocrata. No entanto, carrega a responsabilidade de ter ajudado o ex-marido a roubar as economias de Ginger e de seu ex-marido.
Mas esse sentimento de culpa não basta para fazê-la mudar de atitudes – e os problemas começam quando se nega a entrar na nova realidade. Primeiro, Jasmine implica com o namorado de Ginger, o brutamonte dócil Chili (Bobby Cannavale), a quem considera “otário” e sem futuro. Por outro lado, Ginger é paciente e insiste que a irmã arrume um trabalho. Embora resistente, ela torna-se recepcionista num consultório de dentista, que passa a assediá-la.
À medida que a trama se desenrola, a vida de Jasmine segue ladeira abaixo. O espectador não sabe se a odeia pelo seu esnobismo ou se tem compaixão de sua fraqueza. Aqui vale o registro da boa interpretação de Cate Blanchett, que segue a tradição de muitas personagens femininas inesquecíveis criadas por Woody Allen: Diane Keaton, Geraldine Page, Mariel Hemingway, Charlotte Rampling e Mia Farrow, entre outras.
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