Cid Gomes pediu demissão do Ministério da Educação nesta quarta-feira (18), após discussão na Câmara. Pouco antes, Eduardo Cunha havia dito que a Câmara dos Deputados e ele, pessoalmente, moveriam processos contra o ministro, que foi ao plenário nesta tarde para prestar explicações. Durante uma palestra na Universidade Federal do Pará no último dia 27, Gomes disse que a Casa tem de 300 a 400 parlamentares que “achacam”.
Durante sua fala, Gomes disse que parlamentares da base aliada que não votam com o governo deveriam “largar o osso” e “sair do governo”. Apontando para Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, também afirmou que prefere ser chamado de mal-educado do que de achaque, como dizem as manchetes dos jornais.
Antes da sessão terminar, o ministro deixou a Câmara. Ao responder a ataques do deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), Gomes teve o microfone cortado e então saiu da sala.
Cunha se antecipou e anunciou que recebeu comunicado do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da demissão de Cid Gomes. O site G1 divulgou a nota oficial da Presidência da República:
“O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta.
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Presidência da República”
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