
Esse é um texto básico de Genet, livro que encorajou muitos gays a se verem como tal, e saírem do armário. Genet sempre militou pelos marginais, presidiários e afins. Ele mesmo foi preso várias vezes, sempre por crimes pequenos, mas acumulou desaforos suficientes para que a justiça francesa, somando a papelada, o condenasse a prisão perpétua. Com o auxilio de vário intelectuais franceses, Jean Paul Sartre à frente, o Presidente da França comutou as penas, vale dizer, perdoou-lhe, e ele então jamais voltou à prisão. Seu livro, “O Diário de um Ladrão“, é quase autobiográfico, com muitas mentiras por ele mesmo inventadas, mas cobre parte de sua vida. Sempre gay e marginal, conseguiu ter seus textos reconhecidos pela então poderosa intelectualidade francesa, seus livros venderam bastante bem, e suas peças de teatro foram montadas seguidamente, o que fez dele um homem rico. No final da vida, desiludido com alguns romances fracassados, emprestou seu apoio e peso internacional a causas políticas, como a dos Panteras Negras, nos EUA, e os palestinos. Esteve no Brasil, numa passagem rápida e conturbada, brilhantemente relatada por Ruth Escobar, no prefácio da tradução para o português do “Diário“. O livro está traduzido, em todas as bancas, não custa caro, e é lição obrigatória para todas as bibas que não queiram fazer feio este ano.
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