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O cirurgião plástico Bahman Guyuron, nos Estados Unidos, provou de uma forma bem simples como o tabagismo também pode estar associado ao envelhecimento precoce. Em um levantamento divulgado pela Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, Guyuron contou com dados e fotos de 79 gêmeos idênticos, sendo que, em cada par, um fumava e o outro não ou casos onde um deles fumava por mais tempo que o outro. A idade média dos voluntários é de 48 anos.
Através das imagens, é possível constatar que o envelhecimento é mais acentuado naqueles que fumam e naqueles que também fumam há mais tempo. Nos fumantes, as linhas de expressão mais acentuadas se concentram na parte inferior do rosto, principalmente ao redor dos lábios e bochechas mais flácidas.
Segundo o cirurgião Guyuron, fumar reduz o fluxo de oxigênio para a pele, o que consequentemente diminui a circulação sanguínea. Ele ainda aconselha que parar o quanto antes faz uma grande diferença para a saúde e pele, uma vez que isso é visto em gêmeos em que ambos são fumantes, mas com a diferença de que um deles deixou o vício há mais tempo. Guyuron ressalta que cinco anos a mais exposto ao vício já causa mudanças visivelmente identificáveis no envelhecimento facial.

O vício no Brasil
O tabagismo está associado a uma série de doenças, entre cardiopatias, problemas respiratórios, circulatórios e câncer no pulmão. Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer no país.
No entanto, dados do Ministério apontam resultados positivos sobre o retrato do vício no Brasil. Segundo uma pesquisa divulgada em 2012 pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), a parcela da população brasileira acima de 18 anos que fuma caiu 20% nos últimos seis anos. Apesar da queda, a frequência maior permanece entre os homens: o número passou de 19% (2006) para 15% (2012). Entre as mulheres o índice caiu de 12% (2006) para 9% (2012).
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