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Criado pelo artista Celso Sim e pela arquiteta Anna Ferrari, o projeto Penetrável Genet / Experiência Araçá tem inauguração neste domingo, dia 3, em São Paulo, e segue até o dia 15 de dezembro. Como parte da programação da 10ª Bienal de Arquitetura, a ocupação artística propõe um percurso pelo cemitério do Araçá (no bairro do Pacaembu), com a ideia de oferecer uma reflexão sobre memória, vida e morte.
No início do trajeto o visitante recebe um fone de ouvido, no qual é tocada música feita por Celso Sim em cima do texto Oto Souza Mattos, do artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980). Esse texto, por sua vez, é baseado em outro de Jean Genet (1910-1986), que clama pela ocupação de cemitérios com arte.
O percurso segue até o prédio chamado de Ossário Geral, no centro do cemitério, onde, além das ossadas comuns, estão desde 1990 os restos mortais de 1046 pessoas desaparecidas nas décadas de 1960 e 1970 – muitas delas vítimas do terrorismo de Estado e que foram revelados na vala clandestina de Perus. Dentro do ossário, uma instalação de mármore recebe projeções de filmes com referências ao imaginário de enterros e rituais mortuários.

Serviço: Penetrável Genet / Experiência Araçá
Quando: De terça a domingo. Sessões às 12h, 13h, 14h, 15h e 16h.
Limite: 15 pessoas por sessão. Gratuito. Livre.
Onde: Cemitério do Araçá (entrada pela Avenida Doutor Arnaldo, 666, em frente à estação Clínicas do Metrô)
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