Em mais um dia sangrento de protestos de muçulmanos no Oriente Médio, Ásia e África contra o filme norte-americano “Innocence of the Muslins” (“A Inocência dos Muçulmanos”) , que ofende a religião islâmica e o profeta Maomé, oito pessoas foram mortas durante as manifestações em vários países. Três pessoas foram mortas na Tunísia, uma no Líbano, uma no Egito e outras três no Sudão.
O Líbano, que recebe a visita do Papa Bento XVI, registrou a morte de um manifestante em protesto que incendiou um restaurante da rede de fast food KFC em Trípoli. A embaixada americana em Túnis, capital da Tunísia, foi invadida e 28 pessoas ficaram feridas e três foram mortas durante o confronto com a polícia que tentava fazer a segurança do local. No Sudão, os alvos foram as embaixadas do Reino Unido e da Alemanha, onde outros três manifestantes foram mortos pela polícia. A embaixada da Alemanha foi incendiada e a bandeira do país foi trocada por um símbolo islamita.
Outras manifestações ocorreram no Iêmen, em Sanaa, onde centenas se reuniram nas proximidades da embaixada americana em protesto contra o longa-metragem. A bandeira americana foi queimada e os manifestantes foram dispersos pela polícia com jatos de água.
Na cidade de Daca, em Bangladesh, aproximadamente 10 mil manifestantes queimaram bandeiras americanas e israelenses nas imediações das embaixada dos Estados Unidos. Em Jacarta, na Indonésia, cerca de 350 pessoas realizaram um protesto afirmando que o filme era uma “declaração de guerra dos EUA”. Em Teerã, no Irã, centenas gritavam “morte aos Estados Unidos” e “morte a Israel” e na Nigéria também houve conflitos entre manifestantes e a polícia.
As manifestações prosseguem desde terça-feira no Cairo e no Egito em frente às embaixadas americanas. No Egito, uma pessoa foi morta nas proximidades da embaixada. O presidente egípcio, Mohamed Morsi, que havia convocado manifestações de protesto chamou a poulação para um ato simbólico em frente à tradicional praça Tahrir, no Cairo.
Mesmo com a guerra civil, a Síria também registrou manifestações nesta sexta-feira. Cerca de 200 manifestantes se reuniram em Damasco em frente à embaixada norte-americana e fizeram um protesto silencioso mostrando cartazes do filme. A embaixada está vazia há meses.
Na Líbia – após o atentado que matou o embaixador norte-americano Chris Stevens, e de outros três funcionários da embaixada, na última terça-feira – o tráfego aéreo foi suspenso para evitar ataques por um período na cidade de Benghazi, leste do país.
Na Índia, na Argélia e no Afeganistão, autoridades policiais declararam alerta e aumentaram a segurança das embaixadas americanas.
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