Assim como a presidenta Dilma Rousseff começou a demitir peemedebistas favoráveis aos impeachment, a gestão do prefeito Fernando Haddad passou a mandar embora afilhados do PMDB. As exonerações foram motivadas pela filiação da senadora Marta Suplicy ao partido do vice-presidente Michel Temer e de sua pré-candidata à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2016.
O município nega motivação política, mas pelo menos 30 peemedebistas perderam o emprego desde a filiação de Marta, no fim de setembro, informa o jornal Folha de S.Paulo.
Para o governo, a ex-prefeita poderia levar vantagem na disputa eleitoral ao manter aliados dentro da administra petista. Coube, então, aos secretários Chico Macena (Subprefeituras) e José Américo (Relações Governamentais) prepararem uma lista de cortes.
As exonerações começaram em outubro com a saída de três supervisoras da pasta da Assistência Social, chefiada por Luciana Temer, filha de Michel Temer.
O auge foi no último dia 8, quando o Diário Oficial citou 27 exonerados da Secretaria de Educação, chefiada por Gabriel Chalita, peemedebista fiel a Haddad.
No dia 17, outros 19 peemedebistas foram parar na rua. Segundo a assessoria do prefeito, as demissões obedecem a critérios técnicos.
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