O novo Theatro Municipal de SP

Na tarde de terça-feira, 19 de fevereiro, a nova administração do Theatro Municipal de São Paulo abriu as portas da casa a imprensa especializada de São Paulo e apresentou, através de uma coletiva, a programação para 2013, além também dos objetivos da nova gestão.

O Secretário da Cultura, Juca Ferreira, foi quem deu as boas vindas e contou que o encontro trata-se do primeiro passo do “Programa Portas Abertas”, que pretende estreitar e transparecer os laços entre a gestão do teatro, imprensa e sociedade. “Vamos democratizar o Theatro Municipal para que o paulistano sempre se sinta convidado”. Juca ferreira também lembrou que o Theatro Municipal é um chamariz importante na revitalização do centro de São Paulo. “Nos somos a joia da Coroa no centro!”, exaltou o secretário.

José Luiz Herência, diretor-geral do Theatro Municipal complementou a fala de Juca, disse que o objetivo do espaço é buscar a excelência, em todos os sentidos, não de forma parcial. “Vamos elevar o patamar de dignidade dos artistas da casa, para que eles se sintam valorizados”.  Herência contou que a nova gestão está tentando aprender com os erros do passado para, finalmente, alcançar o desafio de criar, de fato, uma instituição contemporânea, justa e alinhada com o público em potencial.

Quem falou por último no encontro foi o maestro John Neschling, novo diretor artístico do teatro. desviando de algumas perguntas, Neschling enfatizou que a nova equipe trabalha no Municipal há apenas 21 dias e que, por isso, ainda não é possível traçar um plano completo. “Garanto que, ao final dos quatro anos que estaremos a frente do Theatro Municipal, farão uma enorme diferença”. O maestro tratou, antes de tudo, de exaltar a qualidade dos músicos que já fazem parte da equipe do teatro e disse que se surpreendeu quando ali chegou. “Eles só precisam ser reconhecidos e valorizados. Me impressiona a paixão que eles têm pela instituição, eles tratam isso como se fosse a casa deles e todos fossem uma grande família”, analisou.

Com um orçamento próximo dos R$ 65 milhões em 2013, John Neschling afirmou que o Theatro Municipal irá receber, ao todo, sete óperas no ano, começando com “Ça Ira”, de Roger Waters, membro do Pink Floyd. A ópera conta a história da revolução Francesa. Além das óperas, outros 15 concertos e três temporadas de balé serão apresentados ao longo do ano e todos com preços acessíveis ao público, de R$ 10 até R$ 60, segundo o maestro.


Comentários

Uma resposta para “O novo Theatro Municipal de SP”

  1. engraçado ano passado municipal ultrapassou em produção o famosissimo colòn de buenos aires, o que não é pouca coisa, em vista da fama e prestigio da casa porteña, foram 12 operas em são palo contra 9 no colòn, isto é um grande feito , mas jà vem ai gente, querendo sabotar o nosso municipal, porque somente 7 operas este ano? hà muito tempo que no municipal vinham sendo dadas ao menos 8 operas por ano! porque agora este retroscesso? à parte esta observação gostaria de lembrar aos que talvez não se tenham dado conta o teatro continua com muitos espaços nobres sem uso , os salões não possuem nem sequer poltronas, bancos ou sofàs para que se possa descansar durante os entractes! é um absurdo! enfim falta uma bela e luxuosa decoração digna do nosso municipal, e sobretudo quero voltar à lembrar não se anda pra tras, e sim adiante então no minimo 12 operas ou mais porque não 20 operas por ano, ou até mais como se faz na scala de milão por exemplo?

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