Meus caros, o beijaço de ontem (domingo, 7) acabou sendo um fracasso – pelo menos eu achei que foi. Muito poucos casais, perseguidos por um número muito maior de fotógrafos e jornalistas, que queriam tirar das poucas bibas presentes alguma declaração inteligente – não foi fácil. Eu acho que a politização do evento, o apoio ao Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, que eu ainda acho uma manobra demagógica do nosso governo federal, esvaziou o programa, que tinha tudo para dar certo, se bem feito. O próprio líder do governo no Senado já avisou que não vai apoiar a votação dos nossos pleitos este ano – fica tudo para o para o presidente que vier, e os gays que se danem. Beijar para que, se a realidade é essa?
No mais, a semana já começa com a caçada às perigosas peruas. Beyoncé deu um belo show, ao qual não fui, pois não pertenço à geração mais jovem. Foi bacana ver um pouco pela televisão, Ivete Sangalo foi maravilhosa, eu amo a baiana, ela sim vale um show só dela, e vou esperar por isso. Milhares de adolescentes histéricos, que não têm mais o que fazer da vida, vão ocupar sua semana perseguindo as divas – não deu para entender se Beyoncé realmente vai embora quarta-feira, dia em que Madonna já está com audiência com José Serra confirmada em São Paulo. Disseram que as duas disputaram todo o andar VIP do Copacabana Palace, não sei quem ganhou. Madonna trará até mesmo sua mais nova filha adotiva, Mercy James, que já anda para cima e para baixo com a fitinha vermelha da cabala no pulso, chiquérrima, mas não deve ir ao Centro de Cabbalah em SP, dizem. Agora, me digam, qual é a rainha de bateria que vai resistir à concorrência de Madonna em algum dos camarotes? Serão todas esquecidas na pista, não vai ter mais para ninguém, Rivotril para as passistas esse ano. Beijos do Cavalcanti.
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