Manifestação popular não é terrorismo, decide Câmara dos Deputados

Black blocs à espera do início do protesto. Grupo responderia apenas por vandalismo  - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Black blocs à espera do início de um protesto. Grupo responderia apenas por vandalismo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A bancada do PSDB bem que tentou no Senado, mas a Câmara dos Deputados corrigiu nesta quarta-feira (24) trecho do projeto antiterrorismo – proposto pelo Planalto – que abria uma brecha para criminalizar manifestações populares. O texto vai agora para assinatura da presidenta Dilma Rousseff, que poderá vetar total ou parcialmente a proposta.

O projeto havia sido aprovado na Câmara em agosto do ano passado, mas, ao chegar no Senado, em outubro, sofreu modificações e precisou retornar à Câmara, que manteve o texto original. Na ocasião, os senadores retiraram o trecho que dizia que a proposta não se aplicava a manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, abrindo a possibilidade de que qualquer protesto fosse reprimido pela polícia.

No texto final, a pena para quem praticar atos terroristas pode variar de 12 a 30 anos de cadeia. Pratica terrorismo quem intimidar ou coagir o Estado, organização internacional ou empresa, nacional ou estrangeira, a fim de provocar terror e colocar em risco cidadãos e o patrimônio público e privado.

Também é terrorismo manifestação de cunho xenófobo ou motivado por discriminação por raça, cor, etnia e religião. A partir de agora, é prática terrorista usar, transportar ou guardar explosivos e gases tóxicos. Depredar ou saquear meios de transporte ou sabotar e danificar sistemas de informática ou banco de dados.

O relator da proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), garantiu que depredações por black blocs em protestos não serão enquadradas como terrorismo. Nesse caso, os integrantes do grupo responderão por vandalismo e depredação de bens.


Comentários

Uma resposta para “Manifestação popular não é terrorismo, decide Câmara dos Deputados”

  1. Diz que o MST está acima da lei. Agora eles poderão entrar nas estufas da Syngenta, da monsanto e destruir todas as pesquisas que levam anos.É o projeto criminoso da quadrilha de vagabundos que governa esse país se materializando na forma de lei. Parabéns povo ignorante, obtusos que elegem esses parias.

Deixe um comentário para Junior Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.